Tuesday, May 6, 2014

5 de Maio

Direções Infinitas.

Infinitos?


 O fim é apenas um caminho
A certeza nunca passou de uma ilusão
Antigas escolhas ficaram para trás.
E as pegadas multiplicaram-se por três.

O começo me desfez
A ansiedade me consome
Ando de olhos fechados
Por um caminho sem nome

Estou presa nas direções infinitas
Que me levam ao mesmo lugar
Por mais que ande depressa
Sei que vai demorar a chegar

O fim é apenas um caminho
Do começo que me desfez
E eu ando perdida
Entrando em um redemoinho

Eu me jogo no abismo
Luto com vontade,
Eu grito com força
Agarro-me nas possibilidades
E no fim do dia
Lembro muito bem quem eu sou.

E se eu me econtro na divisa
Se a estrada se reparte
E meu coração se divide em dois

Eu escolho não escolher
E caminhar nas direções infinitas
Aquelas que eu ganhei
Quando encontrei vocês

Um poema de Ana Carvalho.


Ela apresentou aquelas palavras  na noite dos versos no Meia Lua, Guilherme e Thiago estavam sentados no fundo e naquela noite, Ana pediu para que os dois estivessem lá, e não disse porque.  

Enquanto ela recitava os versos que levaram semanas para ficarem prontos,eles sentiram-se sozinhos, de mãos dadas observando uma fonte de luz mais forte que sol brilhando para eles. Era ela, e somente ela no bar, na rua..No mundo. Era Ana e o microfone e tudo aquilo que eles poderiam viver juntos amarrados com belas rimas... Eram só eles, e as direções infinitas que poderiam tomar. 

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