Wednesday, May 21, 2014

19 de Maio

Direções Infinitas.

Sherlock e Watson?
Parte II

O filhote de golden estava tentado cheirar o gatinho do chão alegremente, Ana estava sentada na cadeira da sala com um sorriso, no mínimo estúpido, Guilherme estava rindo na cozinha e Thiago reclamava enquanto andava de um lado para outro no corredor. 
 - Quase dois anos para a gente arrumar um bicho e na mesma noite a gente arruma dois! DOIS! Vocês têm noção do que isso significa? Duas vezes mais veterinários! Duas vezes mais comida, e possivelmente duas vezes mais alergia. Um gato eu suportaria, mesmo que solte pelo, a gente comprava um aspirador de pó melhor... Dava pra viver... Mas NÃO! Tinha que trazer um cachorro, e um cachorro grande, um daqueles cachorros de bolso estava fora de questão, tinha que ser um monstro. 
Ao falar isso o filhote virou a cabeça de lado deixando uma bolinha de baba cair no tapete. 
- Tá vendo! Eu sabia, nossa casa vai virar uma bagunça. - Thiago reclamou e abaixou-se para fazer carinho na cabeça do filhotinho. - Seu pequeno monstro. - o filhote sorriu e balançou o rabo. 
- Como vamos chama-los? - Guilherme perguntou entregando a Ana uma caneca com café e outra para Thiago. 
-Chama-los?! - Thiago disse sacudindo  a caneca com tanto entusiasmo que o café  quase foi derramando no chão. - Não, não... Não. Não vamos dar nome a eles, temos que escolher um deles e dar destino ao outro. 
- Mas Thiago! - Reclamou Ana com um bico, em seu colo descansava o gatinho preto. 
- Nada de mas. Nós já somos três, com mais dois bichos vai haver uma superpopulação de pessoas nessa casa. 
- Thiago...- Guilherme disse com um sorriso - Olha o drama meu amor. 
- Não é drama! -Thiago protestou e o café quase derramou de novo. - São princípios! 
O pequeno cachorrinho começou a lamber o pé de Thiago, ele agachou-se segurou o animal na altura dos olhos, a língua cor de rosa estava pendurada para o lado e havia algo estranho naqueles enormes olhos cor de chocolate, o animalzinho parecia estar sorrindo para Thiago.
- Merda... - Thiago disse começando sentir algo movendo em seu coração. Ele estava se apegando ao cachorro. 
- Eu o chamaria de Watson. - Guilherme disse sorrindo - Esse cachorro tem uma cara de sidekick.
- Ela pode ser nossa Sherlock - Ana disse fazendo carinho na ronronante gatinha. - Tem cara de mandona. 
- Igualzinho a você. - Thiago reclamou deixando o cachorro no chão.
Watson, o recém batizados cachorrinho correu pela sala e foi deitar nos pés de Ana, e a gatinha  desceu do colo da menina e deitou-se sobre o cachorro.
- Thiago você não pode quere separa eles dois! Olha isso.  – Protestou Ana em um sussurro gritante. 
O jovem advogado revirou os olhos e marchou para o quarto resmungando coisas que pareciam um discurso sobre como ninguém escutava ele naquela casa e que ele deveria se impor e que logo, logo aquela bola de pelos estaria dormindo no lugar dele na cama...
Guilherme envolveu os braços na cintura de Ana, beijando-lhe o pescoço fazendo a jovem rir baixinho.
- Cheia de surpresas.
Ana conteve o sorriso malicioso enquanto olhava para baixo.
- Você bem que gosta das minhas surpresas.
- Gosto nada... Amo.
O beijo tenro e cheio de segundas e terceiras intenções foi  interrompido por um som que se tonaria bastante conhecido nos próximos meses, Watson estava fazendo xixi no tapete.
Guilherme e Ana se olharam, riram e um foi pegar  um pano para limpar, outro foi limpar o cachorro.  Uma vez tudo limpo, Ana e Guilherme levaram Sherlock e Watson para o quarto e ambos, mais os animaizinhos foram dormir.
O silencio reinou na casam, e até mesmo Thiago ficou no quarto, deitado na cama com os bichos e seus namorados.
Não muito depois de ter adormecido, Ana acordou com um sussurro baixinho, vindo de seu lado esquerdo, o lado que Thiago dormia.
- Tudo bem..Eu deixo você ficar, mas... Promete que não vai me deixar? Nem me trocar? – Thiago disse ao cachorrinho quase dormindo contra seu peito. – Sei que não sou o cara mais legal daqui, não sou doce como a Ana ou engraçado como o Guilherme, mas... Eu iria gostar de ter você por perto, e a gata também...
Ana virou-se para a esquerda e abraçou Thiago pelas costas, beijou-lhe o pescoço e disse, ainda que muito sonolenta:
- Eu amo esse coração mole que você esconde Thiago.




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