Wednesday, May 21, 2014

17 de Maio

Os Sete

A casa deles.
Parte 2


Na mesa Boris e Kael estavam em uma acalorada discussão sobre qual deveria ser a cor da casa,enquanto Boris insistia em um tom claro e discreto como um amarelo claro, Kael levantava a bandeira de fazer uma casa listrada de azul, branco e vermelho.  Gawen, preso a um livro que lia nem se quer prestou atenção, Primia e Cornélia gargalhavam com os argumentos  absurdos de Kael.
Sentaram-se a mesa Lucien e Alessandra, ele com um enorme sorriso, ela com um ar sério e o pulso envolto em um guardanapo de pano, ninguém perguntou nada. Foi Alessandra, com aquele ar sério, que começou a falar.  
- Existem coisas importantes que temos que discutir, como a gente vai conseguir dinheiro é uma delas... Não Cornélia a gente não pode ficar usando sua conta bancária, usar o ouro de um dragão é algo ruim... Eu... Não me olhe dessa forma, eu sei que você pagou de bom grado pela casa, mas ainda sim...
- Concordo com a Alessandra, a gente precisa de uma fonte de renda e pagar pela casa para Cornélia. - Boris comentou.
- Eu comprei a casa por que eu queria, eu coloquei ela no nome de todo mundo por que eu queria, eu não preciso de reembolso... Mas concordo com a ideia de uma fonte de renda. 
- A casa costumava ser uma sapataria também, têm o espaço para um loja, não muito grande ali. - Gawen levantou os olhos e apontou com o livro para um espaço que ia ser usado como um jardim de inverno.
- A gente pode fazer uma loja de roupas! - Primia exclamou batendo palmas.
- Ou uma livraria!  - Kael sorriu muito imaginativo. 
- Ou alguma coisa simples, e que venda muito. - Cornélia respondeu dando ombros
- Tipo comida. - Disse Boris, 
- Comida doce. Doces diferentes, perto de um jardim e umas fontes... - Lucien disse quase visualizando a imagem.  - Um Oasis de doces. 
- Um café... Estilo de filme. - Cornélia disse com uma certa empolgação. 
- Precisaríamos de material e maquinário de produção, conseguir liberações legais mas fora isso.. É uma ideia bem simples.  - Gawen se interpos, sorrindo pela primeira vez. 
- Acho que o nome Oásis soa genial. - Alessandra disse beijando a bochecha de seu namorado. 
- Esta decidido então, melhor começarmos a deixar a casa realmente pronta, com as pequenas reformas e tudo.   - Boris contou nos dedos o que era necessário para ser feito - Se formos rápido em um mês conseguimos abrir o lugar. 
- Eu quero  comprar o maquinário, para que possamos começar logo. - Cornélia disse e embora tenha sido recebida com um bico da parte de Alessandra e Boris, ninguém protestou. 
-Mais uma coisa.... Já que estamos todos aqui, mais uma coisa - Lucien levantou e observou sobre o muro da casa, - Depois de uma longa conversa com Gawen e o Boris, eu decidi que... Temos que ficar incógnito. Não podemos deixar transparecer que nõs somos... O que somos.  Os humanos nos veem como seres divinos e isso atrapalharia completamente a nossa... Missão de buscar harmonia...
- Nossa casa e nossa loja ia virar um antro de pedidos. - Boris disse. 
- Especialmente para o Kael , Primia e  Cornélia.  Imaginem as filas de pessoas querendo um pouco da magia de Kael ou Primia para resolver um problema qualquer, ou pior, virem pedir o ouro de Cornélia?  Precisamos agis e parecer humanos. - Gawen disse muito sério. 
Primia, Cornélia e Kael olhavam para baixo a acenaram lentamente em concordância. Alessandra sorriu para os rapazes e levantou-se. 
- Eu vou arrumar a sala. Vamos meninas? Se fizer os uma fronte terminamos a sala e a cozinha hoje. 
-Por que não uma competição amigável? - Kael Sugeriu - homens versus mulheres, quem arrumar mais cômodos da casa ganha. 
-Vocês têm vantagem! - Cornélia reclamou 
- Eu fico cuidando do jardim. - Boris disse calmamente - Ai fica igual. 
Antes que alguem pudesse dizer qualquer coisa, Alessandra e as jovens  correram para dentro de casa e os rapazes foram direto para a cozinha. Sozinho no jardim dos fundos, Boris caminhou vagarosamente até o muro, subiu e sentou-se.
Lá do alto ele escondia-se por trás de uma rama de folhas nas árvores, ele tinha uma visão magnífica da caso vizinha, uma pequena floricultura cheia de cores e com uma belíssima atendente, uma jovem de cabelos da mesma cor do sol poente, olhos tão claros como a grama que ela pisava, e um rosto belo e delicado.  Ele havia visto a jovem pela primeira vez poucos dias atrás,  ela estava na loja sorrindo enquanto entregava um buque de rosas a uma cliente. 
Boris ficara encantado com ela, queria ir até lá e falar com ela, mas não tinha coragem, ele sabia que seria estúpido ir até lá e descobrir que além de linda era era inteligente e engraçada, delicada e que faria o coração de fumaça dele palpitar em seu peito.. apaixonar-se por uma humana....seria um erro. 
Por isso ele se escondia no muro, observando ela dentro da estufa e da floricultura, assim ele podia vê-la, e nada mais....
Mal sabia Boris que dentro da Floricultura. Flor o observava com o canto de olho, e ela mesma criava coragem para ir ate a casa de ele dizer um... "Oi"

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