Wednesday, May 21, 2014

12 de Maio

Direções Infinitas.

Sherlock e Watson?
Parte I



- Duas cervejas um porção de fritas e uma vodca com gelo. Ana disse ao entregar o pedido ao homem careca do outro lado do balcão.
Enquanto ele saia Ana encostou-se à parede dos fundos e sorriu para sua melhor amiga. 
- Eu realmente espero que esse cara não esteja sozinho. Ninguém consegue comer toda aquela batata frita. 
- Você ta preocupada com a batata? O cara ta misturando vodca e cerveja, a gente vai ter que carregar ele pra fora. - Mirella disse rindo abertamente enquanto olhava de longe a mesa do careca.
Mirella foi a primeira pessoa com quem Ana falou, ela tinha os cabelos vermelhos flamejantes, olhos com um delineado de pin-up e um sorriso rosa choque que parecia iluminar o mundo. Mas por mais linda que ela fosse não se comparava a personalidade dela. Mirella era animada, alegra e extremamente profissional, foi ela quem ensinou tudo sobre o trabalho no Meia Lua.
A melhor amiga de Ana estava um pouco aérea naquela noite, e Ana podia notar, e enquanto o bar estava mais calmo ela pode falar com a melhor amiga. 
- Ei... O que ta rolando nessa cabeça vermelha ai? - ana perguntou com um leve empurrão
- Nada... Só que... 
- Só queee... - Ana insistiu 
- O Tatá trouxe um cachorro novo pra bate-caverna.
Uma pausa para explicações importantes, Tatá é o marido de Mirella, seu nome é Augustos, tem vinte e alguns anos, cabelos raspados, tatuador, grande, forte e honestamente ele é um ursinho de pelúcia disfarçado. Eles haviam se casado há quase dois anos, eles vivem uma vida bastante simples, em um apartamento na frente do Meia Lua, dois quartos, uma sala, uma cozinha bem grande. A casa deles é uma graça com decorações lindas, até umas espadas penduradas na parede, Ana gostava de ir a casa deles, ou como era conhecida, a Bate-caverna, ela sentia-se em casa. 
Ah sim, mais uma coisa importante sobre Tatá... Ele ama cachorros.
Ama mesmo! Mais do que ele ama tatuagens e espadas... E é por esse amor que ele já levou três cachorros para dentro da casa deles que ele divide, esse novo filhote seria o quarto.
-Outro cachorro? - Ana não pode esconder a surpresa na voz, ainda que o fato em sí já não fosse surpresa. 
-Pois é...
Mirella não parecia feliz, mas Ana sabia que as coisas com ela eram sempre assim, primeiro ela reclamava quando aparecia mais um na pequena família deles, dizia que esse era o último, e que não ia cuidar deles mais! E então ela se apegava, começa a amar o filhotinho, e jamais abandonaria um filhote que Tatá arrumava (sabe-se onde ele arrumava tantos cachorros).
Ana tentava ajudar Mirella o quanto podia, e por ela, ela cuidava dos cachorros quando eles iam viajar, ia com Mirella passear com os cachorros no final de semana, coisas simples, mas era o que ela podia fazer. 
Mas essa vez Ana percebeu a preocupação nos olhos da amiga, Mirella estava tentando pagar um curso profissionalizante de maquiagem para ela, e um cachorro novo iria mudar seus planos. Ana precisava fazer alguma coisa, ela precisava... Antes mesmo que o pensamento fosse concluído Ana teve uma ideia, uma ideia louca, mas boa... Muito boa. 
- E se... - Começou a jovem de cabelos escuros e um gatuno sorriso. 
- No que você está pensando? 
- E se eu pegasse esse filhote? Eu e os meninos estamos na busca de um animal de estimação, dessa forma você sempre vai poder ficar perto do bichinho e sem as dores de cabeça de um quarto cachorro. 
Mirella arqueou a sobrancelha, era uma ideia boa, talvez Tatá não ficasse exatamente feliz, mas era uma maneira de evitar mais e mais contas...
- Vou falar com Tatá. -Disse empolgada a jovem de cabelos vermelhos. 
A noite passou muito mais leve, Ana e Mirella sentiam-se bem mais leves, e ainda que Mirella desaparecesse de te pos em tempos para ligar para Tatá e fazê-lo concordar com a ideia de perder um de seus filhotes. 
Quando o sol estava nascendo, Ana estava indo para casa com um pequeno filhote de um golden retriver marrom em seus braço, o cachorro dormia profundamente, quase roncava nos braço de Ana e a jovem sabia que os rapazes iam gostar do cachorrinho. 
Com uma única mão ela abriu a porta da casa e disse suavemente: 
-Thiago, Guigo. vem cá! Eu trouxe uma...
Os dois rapazes vieram da cozinha juntos, porém não sozinhos, Guilherme estava segurando um minúsculo gato preto, um olho verde e um olho azul, lindo com um belo laço cor de rosa em volta do pescoço. 
Ana sentiu a boca abrir e o rabinho do filhote bater de leve contra seu braço.

- Uma surpresa? - Guilherme perguntou com um sorriso malcioso.

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