Wednesday, January 29, 2014

29 de Janeiro

Linda 

Lindo adjetivo
(Do latim limpĭdu-, «límpido»)
1.belo; formoso; bonito; elegante
2.agradável; airoso; gentil




Para uma pessoa como eu que realmente me olho em um espelho e me perco nas minhas imperfeições, ouvir essa palavra nunca foi algo fácil. Primeiro por que eu apenas ouvia daquelas pessoas que estão perto de mais e que isso dificulta que eles realmente vejam quem eu sou, ou por pessoas por baixo da projeção que fizeram de mim, ou por pessoas que estavam longe de mais para enxergar  meus defeitos e falhas.
Não busco elogios quando eu digo que eu nunca me achei remotamente bonita, eu me vejo no espelho e não enxergo nada que valha a palavra.
A verdade, honesta e sincera, é que por tanto tempo essa palavra me foi estranha e quase cruel, tocava feridas abertas que eu tentava esconder constantemente, e ainda que eu não tenha mudado muito, ainda que eu me olhe no espelho e tenha grande dificuldade de ver algo que realmente valha a pena.. As coisas começaram a mudar e agora eu... Acredito um pouco em mim... Talvez eu não seja linda agora, talvez eu ... Possa ser linda um dia.
Mas hoje um amigo meu, disse que eu era linda e pela primeira vez... Eu ..Acreditei, acreditei pór que eu comecei a cuidar de mim e a  me dar algo que eu nunca me dei antes... Carinho. Então quando meu amigo disse que eu era linda, eu vi a possibilidade...
Beleza tem muito mais  haver com sua aceitação do que com a forma do corpo... Eu descobri isso hoje. Por que só agora, depois de 22 anos de luta que eu comecei a me aceitar como eu sou e a gostar de ser eu mesma, e só agora que eu acredito que eu posso ser linda um dia.

Tuesday, January 28, 2014

28 de Janeiro

Algumas considerações pessoais. 

Há dois anos atrás eu comecei a escrever em um pequeno caderno a anotar algumas coisas que eu percebia do mundo e mais especificamente, sobre mim. Então eu resolvi dividir essas minhas considerações pessoais.
Não sei se eleas serão na ordem que eu escrevi, existem 117 delas, mas acho que irei reescreve-las e começar a escrever mais, e quanto mais ei fizer, mais coisas estaram aqui.
Então aqui está minha primeira consideração.


27 de Janeiro

Diálogos perdidos.

Pecador: Perdoa-me padre, pois eu pequei.
Padre: O que aconteceu meu filho?
Pecador: É uma longa história padre.
Padre: Eu tenho tempo... Fale meu filho.
Pecador: Tudo começou na semana passada, quando ela se mudou para o meu edifício. Eu nunca tinha visto alguém tão bonita quanto ela... A gente se encontrou no elevador, ela estava com uma caixa, ela tinha um cheiro doce,  parecia com cheiro de festa de feira. Doce, forte, quente... Ela olhava para o contador dos andares, completamente inocente do que ela estava fazendo comigo.  Pequena, de cabelos escuros... Aquelas bochechas tão rosada do esforço, a curva do quadril largo., os pés livres em duas sandálias de tira... Levou um tempo para que eu pudesse me recuperar quando ela desceu no quinto andar. Eu fiquei na minha janela, olhando ela entrar e sair do prédio carregando caixas e malas.
Eu podia sentir o cheiro dela preso nas minhas roupas e foi por cousa do cheiro dela que eu comecei a fica... Obsecado.  Não sei quando eu comecei a seguir essa menina,  mas eu comecei a saber todos os movimentos dela, todas as coisas que ela fazia, com quem fala... Não sabia o nome dela, nem me importava muito.
Foi uma quinta feira quando tudo aconteceu,  ele entrou no elevador, e eu estava lá, esperando... Foi rápido, mas durou uma eternidade para mim. Naquele momento eu fui completo. Aquele foi meu infinito.
Ela não gritou... Nenhuma vez, apenas me olhava com medo, pavor... Era um sentimento terrível, que pingava dos olhos dela... E eu achei tão lindo... Tão... Perfeito.
Padre: Meu filho... O que você fez?
Pecador: Eu fiz o que era preciso.
Padre: Mas você... A jovem ...
Pecador: Sim... E é uma pena eu ter contado tudo isso a você padre... Eu gostei de você...



Sunday, January 26, 2014

26 de ajneiro


Domingos & Disney

Domingo, diazinho infeliz... è final de semana e começo de semana tudo junto e pra quem não está de férias  o dia todo tem aquela droga de sensação de estar pendurando em um parapeito, segurando-se com as pontas dos dedos nos dias de não fazer nada e sabendo que você irá inevitavelmente cair nos dias da semana e ter um bilhão de coisas pra fazer.
  
Mas não tema, eu tenho uma solução para o seu bode.  Quer dizer, tenho a solução pro seu bode se você quer uma solução, por que se não, você tem todo direito de aproveitar o seu mau humor, cada um faz o que quer...









O que eu gosto de fazer quando estou de mau humor, ou seja, todo Domingo, é escolher uma lista de músicas boas e escuta-las bem alto, seja com fone de ouvido ou  o mais alto que meus auto - falantes podem suportar. Eu escuto as músicas e começo a dançar, sozinha ou com alguém, e as coisas ficam ... Bem melhores.

Pensando nisso que eu resolvi compartilhar uma coisa, uma pequena lista de apenas 25 minutos de músicas que sempre, sem exceção, me fazem sorrir.  Curiosamente todas as músicas eram músicas da Disney, mas eu já disse antes, eu sou uma Fanática por qualquer coisa vina daqueles estudios.

Em todo caso, aqui está a playlist, deixa tocando e vá fazer suas coisa, se você como eu, cresceu vendo filmes da Disney, vai adorar isso, se não....Acho que vai gostar também.










Saturday, January 25, 2014

25 de Janeiro

O exterior do preto acordeão, arranhado, mas reluzente, ia para um lado e para o outro, enquanto os braços de Hans apertavam os foles empoeirados, fazendo-os sugar o ar e tornar a expeli-lo. Na cozinha, nessas manhãs, papai dava vida ao acordeão. Acho que isso faz sentido, quando a gente realmente pára para pensar.
Como é que a gente sabe se uma coisa está viva?
Verifica a respiração.


Eu já tentei ler esse livro uma vez antes, e agora eu peguei ele de novo e estou lendo com novos olhos, e ess foi a parte que eu mais gostei quando eu li da outra vez, e quando eu li dessa vez... Me apaixonei de novo. então... Eu dediquei um pouco mais de trabalho pra essa citação.




Friday, January 24, 2014

24 de Janeiro

Estou lendo:


Eu realmente gosto de fazer algumas brincadeiras com imagens, acho que vou fazer isso sempre que eu começar a ler um livro.

Thursday, January 23, 2014

23 de Janeiro

 Uma noite comum.

Era uma noite comum, de um dia comum e uma garotinha comum despedia-se de seus na porta da casa com um sorriso calmo e delicado, havia um enorme labrador ao lado da garotinha.
– Eu sei mamãe – Disse a garotinha para sua mãe – Você gostaria de ficar, mas realmente precisa ir.
– Seu pai e eu não iremos demorar, feche as portar, as janelas e não abra a porta para ninguém, temos a chave e a usaremos certo?
– Certo mamãe. Pode ficar calma,  Bicuço tomará conta de mim. – Disse a menininha acariciando a cabeça do enorme labrador cor de caramelo.  
E assim, com o coração na mão os pais da garotinha comum caminharam pela rua em direção a sua festa e a jovem menina trancou-se dentro de casa. 

Era uma noite sem vento , mas fria, e a menina abrigou-se em seu quarto, via em sua pequena televisão um desenho animado comum, e nada de estranho aconteceu por um longo tempo.  Ela ficou com fome e saiu para cozinha, lá fez uma torrado com geleia de morango, deixou cair um pouco de geleia no chão , mas Bicuço estava lá para salvar o dia e ele lambeu a geleia do chão.
Eram dez horas da noite quando ela retirou-se para sua caminha, Bicuço deitou-se no chão e lambeu a mão da menininha, dando-lhe conforto e calma para dormir sozinha.
Eram apenas duas da manhã quando a jovem menina acordou com um incessante gotejar, ela levantou-se  e caminhou vagarosamente até o banheiro, fechou a torneira e voltou para cama, estendeu a mão e deixou que seu cachorro a lambesse, e então dormiu.
Acordou algumas horas depois, o mesmo incessante gotejar vindo de lugar nenhum, mesmo assim ele caminhou lentamente até a cozinha, e lá fechou a torneira mais forte, a menina deitou-se na cama e deixou a mão cair pelo lado da cama e Bicuço a lambeu carinhosamente.
O sol já havia nascido quando ela levantou pela ultima vez, e ainda sim ouvia o som constante do gotejar. Desperta a menininha caminhou até o banheiro no final do corredor.
Ao abrir a porta a menininha ficou chocada, o coração parou e os olhos se arregalaram. Bicuço, o grande labrador cor de caramelo estava pendurando no banheiro, a garganta cortada e grandes gotas de sangue manchavam o pelo do cachorro e caiam em grandes gotas em uma poça grande e carmim. Mas não foi o cachorro morto que a deixou sem fala. Foi a escritura no espelho, escrito com o sangue coagulado do cachorro.  
Os Humanos também sabem lamber
E enquanto lia aquelas palavras... Ela sentiu a mão ser lambida..
 














Essa foi a minha versão de uma lenda urbanda que eu achei pela internet, não é o mesmo conto, e eu só achei em inglês, se alguém achar em português seria bacana eu ler. Mas, enfim aqui tá o post original  de onde eu achei a versãoque deu origem ao meu pequeno conto.

Wednesday, January 22, 2014

22 de Janeiro



Você Tem Uma Mensagem.

Eu sei que você não sabe quem sou, e que muito possivelmente nunca irá descobrir quem eu sou, mas eu tenho uma história para te contar, a minha história.
Sei que tenho que ser breve, mas tenho que começar do princípio. 
A verdade é que eu nunca acreditei em histórias de fantasma, e mesmo trabalhando minha vida toda em uma loja de antiguidades nunca me perdi nas lendas e nas histórias que vinham acompanhadas das peças que eram tão velhas…
Acho que por que nunca acreditei nessas histórias eu nunca tive medo delas, nunca tive pesadelos ou temi o desconhecido. O inexplicável me parecia muito divertido… Eu estava enganado. 
Nunca gostei muito de peças antigas, mas sempre fui muito curioso, então quando uma grande caixa preta chegou na loja, com um enorme cadeado de latão, foi quase impossível de resistir. 

Aquela era a peça mais velha que havíamos recebido na loja, tão velha, tão linda, tão delicada... Até mesmo para um cara que não gostava de coisa velha tinha que admitir, aquilo era genial! E era apenas a caixa!
Eu abri a caixa e dentro dela havia um telefone velho, de porcelana decorada com tons de preto e azul, havia detalhes em preta no bocal e no gancho... Algumas partes estavam quebradas,  as bordas tinham poucos lascas na lateral esquerda e os números do discador  quase não podiam se ver, mas era um telefone lindo. Honestamente era a peça mais linda que eu já vi na minha vida. Mas dentro da caixa tão linda, havia um pequeno pedaço de papel que dizia em grandes letras corridas.
“Não use. Destrua esse telefone.”
Você deve estar assustado agora, mas não desligue.
Eu li o bilhete e finalmente percebi que a caixa e o telefone, não foram mandados para serem vendidos na loja, era como se alguém tivesse joga fora a caixa. Naquele momento eu pensei comigo mesmo.  “Nunca gostei de peça nenhuma da loja, nunca me interessei por nada aqui, por que não ficar com isso?”
Foi o que eu precisava, no mesmo dia levei o telefone para casa e para minha surpresa quando eu o conectei na minha linha, funcionou perfeitamente.  O telefone ficava na minha sala, na mesinha lateral.  Porcelana clara se destacava com a parede colorida que havia por trás e... Ficou sensacional.
Gostava de observar o telefone enquanto sentava na sala para ler ou assistir televisão. Primeiro era uma sensação curiosa, de que o telefone sempre esteve lá, e que pertencia aquele lugar. Era meu telefone.
 Acho que na minha admiração, não percebi que depois do dia que instalei o telefone, ele nunca tocou, mesmo quando meus amigos e outras pessoas ligavam para mim sempre dava o toque de ocupado embora... Eu nunca estivesse.
A verdade é que eu nunca fui um cara muito de sair de casa, mas depois que eu coloquei o telefone lá em casa, eu nunca mais fui a lugar nenhum, e achava completamente normal quando ficava feito um idiota olhando aquele telefone.
O tempo passou e nada mudou na minha vida, só que eu estava cada vez mais e mais solitário  e cada vez mais enfeitiçado por uma peça decorativa da minha casa.
Eu achava tudo normal. Eu estava errado.
Uma noite eu estava deitado no meu quarto, tentando dormir, quando eu escutei o sonoro e delicado toque do telefone... E eu sabia que era o toque do meu telefone.  Eu desci correndo as escadas e atendi... Ou eu acho que eu atendi.
Eu ouvi uma voz que me contava uma história parecida com a minha, era uma voz triste, uma voz sozinha e ... Morta.
E foi ai que eu percebi que eu estava perdido, igualzinho a você meu amigo, que está ouvindo isso.
Você não tem muito tempo. Me desculpe por isso, mas  em vez de fazer uma mensagem contando sua história... Fica aqui o meu apelo, com o pouco tempo que te resta...
Pega uma martelo e destrua aquele maldito telefone.


 








Tuesday, January 21, 2014

21 de Janeiro

Dois dedinhos extra.

Alguns dias atrás , em um post que eu fiz, falando de pequenas receitas muito úteis para a vida, e nesse post eu recebi um comentário, o que é de fato uma novidade, mas foi algo que me intrigou foi o que estava escrito... Bem olhe o comentário.






Ai com isso eu resolvi fazer uma nova receita, uma receita mais longa e que vai levar mais tempo, mas que vai finalmente trazer os dois dedinhos de felicidade que o anônimo ali em cima pediu.
Dois Dedinhos de Felicidade.
Ingredientes.
·         Um recipiente de sua preferência, com tampa.
·         Pequenos pedaços de papeis onde se possa escrever
·         Canetas coloridas
·         Um perfume de sua preferência.
·         Amigos, familiares, namorado(a)s, noivo(a)s, maridos, esposas, em fim um bocado de pessoas que goste de você
Como Fazer.
Primeiro abra a tampa a escreva em um papel com a letra mais bonita e decorativa que você tiver “Dois Dedinhos de Felicidade.”  E cole na tampa, decore como quiser depois disso.
Depois vá a todos os seus amigos, entregue as canetas que tiver e algum papeis e peça para seus amigos escreverem coisas que eles gostam em você,  seja atitude, seja característica física, seja uma história que você tenha contado... Qualquer coisa positiva sobre você mesmo.
Peça a outros amigos para escreverem letras de musicas, filmes, livros, qualquer coisa  que os anima em dias tristes.
É  importante que sejam muitos papeizinhos. Mesmo que cada pessoa tenha que escrever muita coisa.
AI você tem que escrever coisas simples, que você não faz mas que gostaria de fazer. Olhar o céu, tomar um banho de chuva, deitar no chão frio... Coisas simples que você pode fazer rapidamente. Escreva piadas que você não se cansa de rir, frases que te fazem sorrir. 
Dobre cuidadosamente os papeizinhos e alinhe-os em uma mesa com uma toalha e borrife um pouco do perfume por cima dos papeizinhos, deixe o borrifador há uns 40 cm dos papeis.
Deixe secar.

Depois disso é só colocar todos os papeizinhos no seu recipiente e sacudir bem e deixa-lo em um lugar onde você sempre possa pegar caso necessite de dois dedinhos de felicidade. 

Monday, January 20, 2014

20 de Janeiro



Mais de mim do que qualquer um precisa saber.


Eu me achava uma pessoa complexa... Difícil de se entender, tinha a estranha sensação de que as pessoas não me entendiam de fato, que eu era... Misteriosa em meus sentimentos escondidos...
Como eu estava errada.
Eu sou a pessoa mais fácil de ler no mundo! E eu não estou brincando, se eu estou concentrada eu vou apertar meu lábio inferior para prestar mais atenção. Se eu estou nervosa e/ou triste, eu vou coçar alguma parte do meu corpo até que sangre e quando isso acontecer eu vou coçar outro lugar. Se eu estou feliz vou escutar música ruim, se eu to feliz pra caralho, eu vou querer arrumar as coisas do meu banheiro....
Mas eu descobri isso, na verdade reparei nesses detalhes da minha personalidade quando eu percebi que minha obsessão com maquiagem voltou.  E depois de pensar um pouco eu percebi uma coisa... Eu só uso maquiagem, e tenho vontade de comprar maquiagem, quando eu me sinto bem comigo mesma.
Ano passado foi um dos anos mais difíceis da minha vida, eu lidei com uma depressão duradoura e constante, eu comecei a me esconder dentro da minha cabeça e me perder dentro das histórias que eu criava...  Nessa época foi quando eu deixei de cuidar de mim. Mal me preocupava com as roupas que eu usava, não me importava com o que eu comia, e deixei de usar maquiagem por completo.
E no inicio desse ano, Dezembro na verdade, eu me dei conta que eu havia chegado no fundo do meu poço. A boa noticia nisso é que uma fez no fundo do poço, a única coisa possível a ser feita é subir. E foi isso que eu comecei a fazer e... Curiosamente eu voltei a me interessar em maquiagem de novo.
Não posso dizer com certeza que eu me olho no espelho e acho que eu estou linda e maravilhosa, mas... Eu estou alguns passos mais perto.  Eu estou caminhando para isso... Eu quero, preciso me olhar no espelho e ver alguém que valha a pena.
Antes eu não conseguia achar nada que tivesse valor no meu reflexo, hoje... Eu vejo potencial.



Para aqueles poucos seres humanos que acompanham as minhas aventuras... Eu fiz uma página no Facebook para meu blog.

Ai está, eu vou colocar lá quando tiver post novo e colocar umas imagens com citações do livros que eu estou lendo no momento.

Sunday, January 19, 2014

19 de Janeiro

M Lê...

E prova...



18 de Janeiro


Depois da Chuva
Part 4 – Final

Juliana sentiu seu cabelo ser puxado, devagar e gentilmente primeiro, e com muito mais intensidade depois. Ela abriu os olhos preguiçosamente, eram sete horas da manhã e quando Juliana se virou ela viu a pequena menina engatinhando no colchão com uma expressão de medo nos enormes olhos castanhos.
A jovem sentou-se e puxou a menininha para seu colo  e acariciou os cachos da menina de quatro anos.
– Pesadelos? – Juliana perguntou com uma voz bastante sonolenta
A pequenina acenou com a cabeça e os cachos foram para todos os lados, o que fez Juliana sorrir um pouco antes de beijar a testa da menina.
– Erica... Eu já falei pra você meu amor.  Nada de filmes de terror quando eu não estou por perto.
Juliana olhava seriamente para sua filha, perdida dentro daqueles olhos tão lindos... Quatro anos  haviam se passado e Juliana ainda não conseguia deixar de notar o quanto sua filha parecia com Matheus, os olhos eram quase os mesmos, o mesmo olhar culpado e o sorriso safado.
       Já falou... Um milhão de vezes.
Erica disse, e a voz de sua filha trouxe Juliana de volta a realidade, e com um longo bocejo, Juliana deitou mais uma vez e deixou a menininha se aninhar em cima dela. As duas ficaram quietinhas por um longo momento e Juliana abriu os olhos
       Por que você assistiu um  filme de terror ontem a noite? – Juliana perguntou
       Era o filme preferido do papai... – Respondeu a Erica com as bochechas muito vermelhas, ela mordia a ponta do dedão quando estava se sentindo envergonhada – Se ele gostava eu tenho que gostar também... Mas os filmes me dão pesadelos...
Juliana sorriu e abraçou a menina com carinho,  Juliana tinha muita sorte de ter uma filha como Erica, que entendeu que ela nasceu depois que o papai havia morrido e que mesmo assim, ele ainda a amava muito, igual a sua mãe.
       Entendo – Juliana disse lambendo os lábios enquanto pensava. – eu tal isso, fazemos um café da manhã especial..
       SALADA DE FRUTA E SORVETE
       Sorvete não é exatamente café da manhã
       Torrada e gêleia?
       Agora sim... Bem fazemos um café da manhã especial e a gente assiste um dos filmes preferidos do papai...E então nos arrumamos para receber o Tio André.

Erica acenou com a cabeça energeticamente, um sorriso enorme de orelha a orelha, era difícil explicar para as pessoas como Juliana havia engravidado, mas a verdade era que ... Juliana sabia, e nada mais  importava.
Obviamente sentia falta de seu marido, mas agora tinha muitas coisas boas para ocupar sua cabeça, e com Erica por perto, parecia que Matheus nunca fora a lugar nenhum...





Saturday, January 18, 2014

17 de Janeiro



Diários de uma Dieta
             Fazer dieta é difícil e chato... Não... Começar uma dieta é difícil e chato.
Difícil por que exige a mudança de uma rotina. E qualquer mudança é difícil, especialmente quando envolve uma das mais básicas necessidades humanas.  
É chato por que sair do conforto de um bolo de chocolate com calda para uma fruta com muita fibra. É chato pra caramba trocar uma pizza por uma porção de torrada com queijo branco.
                Seria fácil desistir da dieta assim que essas duas características começassem a abrir as asinhas, ficar em uma dieta é força de vontade... É um ato de fé! Você acredita que uma hora ou outra a fruta será mais apetitosa que o bolo de chocolate, que a pizza vai te fazer torcer o nariz e escolher a torrada. Você tem a esperança que a rotina de exercício e comida de coelho (salada)  acabem sendo prazerosa... E por isso que você continua... Por que você tem fé em você mesma (o), ou por que aquela roupa que você comprou na liquidação não cabe mais!
                A verdade é que  fazer dieta é horrível, mas existem tantas coisas horríveis que você precisa fazer de qualquer forma... Por que não acrescentar algo que vai fazer você mais saudável?

Comida de coelho... Yummy...


Para quem quer saber, minha dieta é por que meus níveis de açúcar estão altos, e eu estou beirando a diabetes.  

16 de Janeiro

Depois da Chuva
Part 3


Ao abrir os olhos mais uma vez estava deitada no sofá olhando para o teto e com Matheus ao seu lado segurando-lhe a mão.  Ela se assustou ao ponto de que seu coração batia tão forte que ela achava que iria quebrar a própria costela.   Ela sabia que estava na beirada de sua sanidade, havia desejado vê-lo outra vez por muito tempo, mas agora, que ele estava lá...Como poderia ela reagir?
Ela colocou a palma sobre a testa e suspirou pesadamente sacudindo a cabeça de leve.
Eu sabia... Enlouqueci…Reclamou ela, para si mesma.
Matheus teve que conter a risada, ela estava linda de bochechas rosadas e olhos fechados enquanto reclamava baixinho. Era uma das pequenas coisas que ele sempre amara nela, e nem a vida ou a morte poderiam mudar.
– Ju… Meu amor, por favor, contenha-se, eu... Eu só tenho essa noite. – ele disse docemente, como se estivesse falando com uma pessoa que acabara de ver um morto, afim de não assusta-la ainda mais do que ela já estava. – Eu ... Tenho que te falar uma coisa minha querida.
Ela sentou-se na beirada da cama, observando-o, com tremulas mãos ela esticou o braço e deixou os dedos tocarem levemente a pele de seu único e eterno amor. Ela podia sentir o calor, o cheiro dele, o sorriso dele era tão lindo... Tão real. Mas como ele poderia? Como aquilo poderia ser tão real.  
– Meu amor...Por favor me diga que é você. Diga que não estou sonhando –  As lágrimas acumulavam-se nos olhos dela e caiam devagar e silenciosamente. – Ah meu amor, se isso for um sonho... Não me acorde, não me acorde nunca mais. 
Matheus sorriu e abriu os braços para abraçá-la, beijo-lhe as bochechas antes de limpar as lágrimas do rosto de Juliana.
– Sou eu, em carne e osso... De volta por uma noite.  E eu te amo tanto.  – Matheus levantou o rosto de Juliana com o indicador e beijou-lhes os lábios.
Era um delicado e carinhoso beijo no inicio, as curvas de ambos lábios se reconhecem, as mãos dela encontram a curva do pescoço dele o puxou para perto, ele respondia os estímulos dela deixando suas mãos percorrem  a extensão de suas coxas.
O beijo durou uma eternidade, mas uma eternidade muito pequena para todo aquele sentimento de saudade e dor que se acumularam no coração dela e toda a tristeza de vê-la sozinha que não o deixava ir em frente.   Ela o olhava com carinho e saudade, perdidas nas cores quentes dos olhos dele, era impossivel de chegar mais perto, ou de parar de sorrir, nem para ela, nem para ele.
– Como? Por quê ?
– Eu tinha assuntos interminados aqui...
– Que assuntos?
Matheus respirou profundamente, quando estava vivo ele sabia exatamente o que dizer quando fosse pedir Juliana em casamento, ele recitaria aqueles versos do poema que ela havia lhe dado no primeiro encontro,  levaria uma rosa, que era sua flor preferida...Havia um planejamento...  Mas isso era quando ele estava vivo, quando as coisas pareciam mais...Fáceis.
– Fala de uma vez! –  Juliana disse nervosa, não era todo dia que se namorado morto voltava para um última visita, e lá estava ele...Enrolando.
– Deixa eu pensar um pouquinho... è uma coisa importante.
– Então fala!
Ela segurou-lhe o rosto com as mãos e deu uma sacudida, não importava que tudo em que ela acreditava tivesse sido jogado pela janela , junto com toda lógica e os conhecimentos que ela tinha do mundo, Matheus estava de volta, por uma noite como ele tinha dito, ela podia sentir o rosto dele em suas mãos e olhava dentro dos olhos dele, mesmo que aquilo fosse um sonho... Era a melhor coisa que ela podia querer.
– Bem... Quando eu fui… Erm… Bem você sabe, eu tinha ido comprar um anel para você, o anel que eu ia usar pra te pedir em casamento. Eu precisava te dizer isso, eu tinha que te dizer que eu nunca descumpri minha promessa, eu sempre estive perto de você, olhava você indo à minha lápide...  Eu só queria... Estar com você...
Desajeitadamente, Matheus colocou a mão no bolso e de lá tirou o anel que era para ela. E gentilmente, colocou o anel no dedo anular da mão esquerda dela.
Juliana tinha os olhos vermelhos e as lágrimas escorriam pelas bochechas dela enquanto ele colocava o anel em seu dedo, ele ia pedir para casar com ela, ele morreu por que  ele queria fazê-la feliz...  Aquilo quebrou em milhões de pedacinhos, pedacinhos ainda menores do que já estavam. Sem palavras Juliana escondeu a cabeça no peito de seu antigo amor e começou a chorar.
Um choro descontrolado, culpado, triste e completamente apaixonado, misturando os soluços com beijos molhados nos braços e pescoço. Suas mãos fechavam fortemente ao redor das mãos dele, como se ela estivesse segurando-o com medo de que Matheus fosse escapar como água pelos dedos dela.
– Não é justo...  –  ela disse em um voz enrolada enquanto ela socava um travesseiro com força – Não é justo... Deveríamos ter ficado juntos... Casado, ter filhos, dois deles, três cachorros e um peixe de aquário – E ela chorou todas as lágrimas que ela guardou por todos os dez meses que haviam passado.
 O coração de Matheus ficou pequeno dentro do peito dele, vê-la daquela forma, foi a pior coisa que ele já sentira, pior que a morte que teve que viver e aceitar... Era por isso que ele não conseguia seguir em frente.  Ele tinha que fazê-la feliz… Ele prometera.
Segurando o queixo de Julian, Matheus sorriu tristemente olhando-a nos olhos, eles sempre tiveram uma estranha maneira de falar um com o outro sem usar palavra nenhuma, e olhando dentro dos olhos dele, Juliana sorriu.
– Eu morri, isso não dá para mudar... Mas eu vou te dizer uma coisa, fazer uma promessa, uma promessa eterna...  meu amor jamais irá desaparecer.  Eu fui seu, de corpo, alma e coração, eu te amei desde da primeira vez que eu  a vi, e isso nunca mudará. Morto ou vivo, eu sempre vou te amar e mesmo estando longe... Eu jamais vou te abandonar. Nunca. Eu te prometi isso e nunca vou descumprir essa promessa.
– Eu nunca duvidei de você meu amor... – Ela limpou as lágrimas que escaparam os olhos dele. – Eu sabia que você esta por perto, eu podia te sentir... Eu sinto sua falta todos os dias... E vou sentir para sempre… Mas eu te amo tanto… Tanto.
Então as palavras acabaram  e Juliana abraçou Matheus buscando os lábios dele com os dela, beijando-o com vontade e afeição. Os dedos frágeis de Juliana se enrolaram nos cachos escuros de Matheus,  que a puxava para perto, serpenteando os braços dele ao redor da cintura dela.
Era inacreditável como mesmo depois de tanto tempo longe, depois de tanto tempo morto,  ele ainda sabia o que fazer para ouvir os trêmulos gemidos de Juliana.  Ele traçou os lábios dela com o dedão e sorriu maliciosamente.

– Se vamos quebrar as regras – ele disse escorregando as mãos pela cintura dela até encontrar o botão dos shorts dela.  Melhor quebrar  com estilo... 

Friday, January 17, 2014

15 de Janeiro

Diálogos Perdidos.

Uma: Sabe o que eu não entendo? 
Outro: As questões existenciais da vida, universo e tudo mais? 
Uma: …. Er„, bem eu não ia falar disso mas não deixa de estar certo…
Outro: Sobre o que você queria falar então?
Uma: Banheiros públicos.
Outro: Você tem minha atenção. 
Uma: Sabe quando você tem que ir ao banheiro em um banheiro público e você se equilibra nos joelhos para fazer xixi?
Outro: Na verdade… Não.
Uma: Oh… É mesmo você não teria como saber, enfim nos banheiros femininos existem um espaço entre as paredes das cabines e o chão, um espaço considerável sabe, e quando a gente está lá… Se equilibrando, é normal… Eu acho , que se olhe para o chão.
Outro: Sim… E 
Uma: Inevitável mente a gente acaba olhando para os pés das pessoas ao nossos lados… Isso me incomoda um pouco
Outro: Essa é sua reclamação. Você não gosta de olhar o pé alheio? Com tantas coisas irritantes em banheiros públicos a visualização indesejada dos pé alheios é o assunto de sua pauta? 
Uma: É um assunto bastante pertinente! Eu não gosto que olhem para os meus pés, levei anos desenvolvendo formas de esconde-los em todas as situações possíveis e quando eu vou ao banheiro não tenho se que a liberdade de esconder meus pés…acho isso ultrajante. Imagine por exemplo que ao meu lado esteja uma louca com fetiche por pés e de repente ela quiser me atacar. Isso é um assunto alarmante.
Outro: Qual é o problema dos seus pés? 
Uma: São feios. 
Outro: Isso é um bom motivo acho. E quão grande é a taxa de ataques movidos por podolatria nos banheiros femininos? 
Uma: Nunca aconteceu comigo… mas acho que são altas…
Outro: Sua precisão me impressiona.
Uma: Seu cinismo me encanta. 
Outro: Realmente sou encantador. 
Uma: E eu… Bastante Impressionante. 
Outro: Nunca disse o contrário.



14 de Janeioro

Diálogos Perdidos  

Ela: Sabe o que é pior? O que realmente me machuca?
Ele: … Não…
Ela: É saber que… De todas as pessoas que nunca acreditaram na gente, de todas as dúvidas que tinham no nosso relacionamento a sua sempre foi a maior.Você nunca acreditou que eu realmente te amava… E enquanto eu me esforçava para fazer você ver que eu realmente esteja me entregando a tudo isso… Você se entregou a dúvida e ao seu desejo idiota de ficar por cima. 
Ele: isso não é verdade!
Ela: Ah não? Então você nunca se questionou por que uma garota tão mais nova, de um mundo tão diferente iria se apaixonar por você? Não… não negue! Nem se atreva a negar… Eu ouvi… Mais de uma vez… Você falando pros seus amigos que achava que era corno por que uma jovenzinha como eu não se daria por satisfeita com um cara como você!
Ele: O que quer que eu diga? Que eu era cheio de confiança em mim mesmo e que eu achava que eu merecia você? Por que eu não achava… E não acho ainda… Você é … Boa de mais…
Ela: CALA A BOCA! Cala essa sua maldita boca! Essa historinha é tão clichê… Você...  É tão clichê.
Ele: Não chora… Por favor
Ela: Você disse que me amava… E foi mentira… Agora você voltar pra sua ex mulher. Eu fui um caso, uma solução para sua estúpida crise de meia idade e passou 
Ele: não… Você é...
Ela: UMA BURRA. Uma burra que te ama e que chorou por você todos essas semanas quando você sumiu… E ainda sim, te amou quando descobriu que você sumiu por que seu filho estava doente… Mas saber que você estava fudendo sua mulher enquanto cuidava do seu filho… Ai já é de mais…
Ele: Não foi bem assim as coisas…. Aconteceram… Ela mudou… E... Eu também 
Ela: MENTIRA! Isso é mentira, ninguém mudou coisa nenhuma, a única diferença é que você passou da sua crise de meia idade e eu me tornei obsoleta. 
Ele: Eu já disse...  Não é bem assim…
Ela: Não é? Jura? Olha, mesmo que seja de outra form.. Eu estou cansada de mais para saber como é.
Ele: Você nunca teve paciência.
Ela: Você nunca foi fiel mesmo...
Ele: Isso é o fim?
Ela: Não, o fim foi quando você dormiu com a sua ex-mulher enquanto namorava comigo… isso é só o esclarecimento.